sábado, 7 de julho de 2018

— Simplesmente acontece.

Escolher a pessoa com quem você quer dividir sua vida, é uma das decisões mais importantes que qualquer um pode fazer, sempre. Porque quando dá errado, deixa a sua vida cinza e, às vezes, você nem nota. Até acordar numa manhã e perceber que anos se passaram. Nós dois sabemos o que é isso. Sua amizade trouxe um colorido novo a minha vida, e esteve presente nos momentos mais difíceis, e eu sou a pessoa mais sortuda do mundo por essa dádiva. Espero ter sabido dar valor, mas talvez não tenha dado, porque as vezes você não vê que a melhor coisa que já aconteceu a você está aí debaixo do seu nariz, mas tudo bem também, porque eu percebi que não importa onde esteja, ou o que esteja fazendo, ou com quem esteja, eu vou sempre, com toda força, verdadeiramente, completamente, amar você.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MANOEL, MEU REI.

Eu o observava e pensava: "Deve ter sido lindo".
Observei seus traços suaves e cabelos branquinhos como a neve.
Havia um reflexo dourado do que restava da cor da primeira
Já não existe mais aquela postura de rei, mas ainda o é...
Suas mãos enrugadas, imaginei quanto carinho teria feito.
Senti vontade de tocar aquelas mãos, segurar firme e passar um pouco de carinho, de vida.
Ele olhava ao longe, perdido em seus delírios.
Quando me viu, seu sorriso surgiu como uma luz.
Ele beijou meu rosto e segurou minha mão.
Mas não foi em seu sorriso o que de mais belo eu vi, foi em seu olhar...
Havia pureza dos anjos
a sabedoria dos ancestrais
a magia dos deuses
a limpidez da mais pura fonte
a alegria de uma criança
a certeza de quem viveu
de quem amou.

Vovô, eu te amo.

- Isabella Guiráo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

TEORIA DA COXINHA.

Vamos começar colocando na mesa uma coxinha e um ketchup.
A vida é uma coxinha (Ela é gostosa) e o amor é o ketchup (Ele completa o sabor gostoso da coxinha).
Você consegue comer a coxinha sem o ketchup, mas seria ótimo e bem melhor ter o ketchup nela.

- Isabella Guiráo

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Quem é você, Alasca?

“Por que você fuma tão depressa?”, perguntei. Ela me olhou e abriu um sorriso largo, e um sorriso assim tão largo em seu rosto estreito talvez lhe desse um ar meio tolo, não fosse a inquestionável elegância de seus olhos verdes. Ela sorriu com todo um encantamento de uma criança na noite de Natal e disse: “Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer.”